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Maria Alice canta Geraldo Espíndola no Sesc Teatro Prosa

  • há 4 horas
  • 4 min de leitura

Com entrada gratuita, show será no dia 2 de dezembro, com participação de Geraldo e convidados

Por Semana On



Foto: Elis Regina
Foto: Elis Regina

Após a boa repercussão do recém-lançado álbum “Maria Alice canta Geraldo Espíndola”, a artista anuncia o show de estreia do novo trabalho, marcado para o dia 2 de dezembro, terça-feira, às 19h, no Sesc Teatro Prosa, em Campo Grande (MS). A apresentação é gratuita, mas os ingressos devem ser retirados pela plataforma Sympla.


Acompanhada de grandes músicos, Maria apresenta as 14 faixas que compõem o álbum. As ricas canções de Geraldo Espíndola, um dos maiores compositores do Brasil, ganha nova roupagem na interpretação segura e sensível de Maria Alice.


O show conta com grandes participações, começando pelo próprio Geraldo, que canta com Maria Alice a brejeira “Tuiuiú-Jaburú”. Na emblemática “Kikio”, a rapper Anarandá MC, da etnia Guarani Kaiowá, declama em português e guarani sobre a “luta indígena” e Humberto Espíndola surge em “Mixórdia” em um improviso retirado de uma gravação amadora. Também participam, o músico Magão, a tecladista Ana Ferreira, o guitarrista Anderson Rocha e o violoncelista, Guilherme Ferreira.


O projeto gráfico e o cenário de “Maria Alice canta Geraldo Espíndola” é assinado por Lula Ricardi, com o desenvolvimento de Elton Perez. Os técnicos de áudio são Anderson Rocha (PA) e Adriel Santos (Monitor), as fotos de Elis Regina Nogueira e Rogério Medeiros, o figurino por Fábio Maurício, as redes sociais de Leandro Marques e a produção geral de Andréa Freire e Belchior Cabral, da Marruá Arte e Cultura.


O álbum é o quarto da discográfica da cantora, que completa mais de 35 anos de carreira.


“Geraldo continua na ativa e produzindo e para mim o bom é fazer homenagem que a pessoa possa ver. Todo tipo de homenagem é válida, mas é bacana o artista ver que tem gente que se importa com o que ele está fazendo. O álbum também cumpre o papel de registro histórico e preservação de memória”, comenta Maria Alice.


A relação da cantora com o compositor vem desde os anos 1980. Primeiro assistindo da plateia os shows do artista, depois cantando as músicas de Geraldo Espíndola quando começou a se apresentar na noite campo-grandense e posteriormente desenvolvendo uma amizade com o artista.


A homenagem de Maria emocionou Geraldo, que não esconde o contentamento com o projeto. “Estou muito feliz com o resultado. As canções ficaram lindas e emocionantes. A Maria Alice canta demais. A produção é impecável e os arranjos maravilhosos. Senti o respeito profissional que eles têm por mim, além da amizade profunda de tantas décadas. O disco mostra um carinho, é um trabalho dedicado. Eu adorei o disco”, ressalta Geraldo Espíndola.


A direção musical de “Maria Alice canta Geraldo Espíndola” é assinada por Pedro Ortale, que tem grande intimidade com a obra de Geraldo e, inclusive, participou da banda de apoio e de gravações do músico sul-mato-grossense. “Para mim foi uma alegria o convite da Maria Alice para trabalhar a concepção do álbum, porque os arranjos acabam tendo participação mais coletiva. É também uma responsabilidade tratar as músicas, todas lindas, da forma que elas merecem. Trabalhamos este sentimento o tempo todo”, relata.


Músico e produtor, Ortale divide a direção musical do álbum com Jerry Espíndola, irmão mais novo de Geraldo, que também assina a direção vocal e repertório.


De acordo com Maria Alice ambos foram essenciais na concepção do trabalho. “O Jerry e o Pedro conhecem toda a obra do Geraldo e também os recursos e limites da minha voz”. E completa: “eu e Pedro temos uma relação muito próxima porque somos pais do João Pedro, somos vizinhos e parceiros na música”.


João Pedro, filho de Maria Alice e Pedro Ortale, é o baterista do disco e assina o arranjo da música “Rosa em Pedra Dura”, 13º faixa do trabalho, além de cantá-la com a mãe. Integram ainda a banda o baixista Gabriel Basso, a pianista Ana Ferreira, o guitarrista e violonista Gabriel de Andrade, o violoncelista Guilherme Ferreira, o acordeonista Renan Nonato e Pedro Ortale no violão de 7 cordas e contrabaixo. Nos vocais, Jool Azul e Karla Coronel.


O álbum reflete a diversidade musical e de temas das canções do compositor. O repertório traz, além de hits de Geraldo (“Kikio”, “Cunhataiporã” e “É Necessário”), músicas que compõem o imaginário cultural sul-mato-grossense (“Forasteiro”), alertas ao meio ambiente e direitos humanos (“Tuiuiú-Jaburú” e “Não Violência”), temas românticos (“Rosa em Pedra Dura”, “Fala Bonito” e “Em Pira Lenta”) e a verve bluseira de Geraldo (“Deixei Meu Matão” e “Desesperada na Rua”). Duas das canções escolhidas por Maria Alice não foram gravadas por Geraldo: “Mixórdia”, parceria com Humberto e “Pureza”, composta com Almir Sater.


A novidade, no entanto, fica para a música mais famosa de Geraldo, a balada “Vida Cigana”, que se tornou sucesso nacional na versão pagodeira do Raça Negra no ano 2000 e que ganha um arranjo em bossa nova no disco de Maria Alice. “Foi ideia do Pedro e eu gostei muito do resultado”, afirma a cantora.




Maria Alice • Sann Impressos e Digitais.

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