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Geraldo Espíndola voa na voz de Maria Alice

  • há 5 horas
  • 3 min de leitura
Cantora visita obra de um dos maiores compositores do Centro-Oeste brasileiro

Por Gustavo Neves - Portal Pop Cyber



Foto: Elis Regina
Foto: Elis Regina

A relação da cantora com o compositor vem desde os anos 1980. Primeiro assistindo da plateia os shows do artista, depois cantando as músicas de Geraldo Espíndola quando começou a se apresentar na noite campo-grandense e posteriormente desenvolvendo uma amizade com o artista.


A homenagem de Maria Alice emocionou Geraldo, que não esconde o contentamento com o projeto. “Estou muito feliz com o resultado. As canções ficaram lindas e emocionantes. A Maria Alice canta demais. A produção é impecável e os arranjos maravilhosos. Senti o respeito profissional que eles têm por mim, além da amizade profunda de tantas décadas. O disco mostra um carinho, é um trabalho dedicado. Eu adorei o disco”, ressalta Geraldo Espíndola.


A direção musical de “Maria Alice canta Geraldo Espíndola” é assinada por Pedro Ortale, que tem grande intimidade com a obra de Geraldo e, inclusive, participou da banda de apoio e de gravações do músico sul-mato-grossense. “Para mim foi uma alegria o convite da Maria Alice para trabalhar a concepção do álbum, porque os arranjos acabam tendo participação mais coletiva. É também uma responsabilidade tratar as músicas, todas lindas, da forma que elas merecem. Trabalhamos este sentimento o tempo todo”, relata.


O músico e produtor Pedro Ortale divide a direção musical do álbum com Jerry Espíndola, irmão mais novo de Geraldo, que também assina a direção vocal e repertório.


De acordo com Maria Alice ambos foram essenciais na concepção do trabalho. “O Jerry e o Pedro conhecem toda a obra do Geraldo e também os recursos e limites da minha voz”. E completa: “eu e Pedro temos uma relação muito próxima porque somos pais do João Pedro, somos vizinhos e parceiros na música”.


João Pedro, filho de Maria Alice e Pedro Ortale, é o baterista do disco e assina o arranjo da música “Rosa em Pedra Dura”, 13º faixa do trabalho, além de cantá-la com a mãe. Integram ainda a banda o baixista Gabriel Basso, o guitarrista e violonista Gabriel de Andrade, o violoncelista Guilherme Ferreira, o acordeonista Renã Nonnato e Pedro Ortale no violão de 7 cordas e contrabaixo. Nos vocais o trio de cantoras Jool Azul, Ju Souc e Karla Coronel.


O álbum “Maria Alice canta Geraldo Espíndola” reflete a diversidade musical e de temas das canções do compositor. O repertório traz, além de hits de Geraldo (“Kikio”, “Cunhataiporã” e “É Necessário”), músicas que compõem o imaginário cultural sul-mato-grossense (“Forasteiro”), alertas ao meio ambiente e direitos humanos (“Tuiuiú-Jaburú” e “Não Violência”), temas românticos (“Rosa em Pedra Dura”, “Fala Bonito” e “Em Pira Lenta”) e a verve bluseira de Geraldo (“Deixei Meu Matão” e “Desesperada na Rua”). Duas das canções escolhidas por Maria Alice não foram gravadas por Geraldo: “Mixórdia”, parceria com Humberto e “Pureza”, composta com Almir Sater. A novidade, no entanto, fica para a música mais famosa de Geraldo, a balada “Vida Cigana”, que se tornou sucesso nacional na versão pagodeira do Raça Negra no ano 2000 e que ganha um arranjo em bossa nova no disco de Maria Alice. “Foi ideia do Pedro e eu gostei muito do resultado”, afirma a cantora.


O disco conta com participações, começando pelo próprio Geraldo, que canta com Maria Alice a brejeira “Tuiuiú-Jaburú”. Na emblemática “Kikio”, a rapper Anarandá MC, da etnia Guarani Kaiowá, declama em português e guarani sobre a “luta indígena” e Humberto Espíndola surge em “Mixórdia” em um improviso retirado de uma gravação caseira antiga. Também participam o baixista Marcelo Ribeiro, a tecladista Ana Ferreira, o guitarrista Anderson Rocha e a clarinetista Milene Castro. O projeto gráfico de “Maria Alice canta Geraldo Espíndola” é assinado por Lula Ricardi e a produção é da Marruá Arte e Cultura.


A artista

Cantora graduada pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) há 35 anos, Maria Alice é nascida no Rio de Janeiro, mas criada entre o Ceará e Mato Grosso do Sul, se destacando no cenário musical desde o final dos anos 1980. De acordo com Jerry Espíndola, Maria Alice desenvolveu uma marca em sua trajetória de intérprete, que é a preservação da cultura brasileira. Ao longo da carreira lançou três álbuns solos: NO MUNDO A PASSEIO/1997, SERTÕES/2017, MARIA ALICE CANTA PAULO SIMÕES/2022, que celebram a sua origem mesclada com o encantamento de artistas que a rodeiam. Atualmente prepara o lançamento do quarto álbum: Maria Alice canta Geraldo Espíndola”




Maria Alice • Sann Impressos e Digitais.

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